Natação na Terceira Idade

          Exercícios dentro d água promovem sensação de conforto e diminuem os riscos pulmonares, cardíacos e musculares

          A atividade física não é só uma força de integrar o idoso à sociedade, mas é também uma maneira de tratá-lo de doenças como as articulares, pulmonares, cardíacas ou musculares. Essa é a opinião de Wilson Jacob Filho, professor doutor da FMUSP em Clínica Médica e Geriátrica e coordenador do Centro de Estudos em Ciências e Atividade Física, que destaca as vantagens dos exercícios dentro d água "que trazem benefícios físicos e proporcionam enormes sensação de conforto, em especial para os idosos".  Uma avaliação com a qual o professor de natação, Williams Gonzalez, concorda.

           "A natação melhora a capacidade vital e a qualidade de vida das pessoas", analisa. Segundo o Dr. Jacob, "aqueles que mal conseguem fazer exercícios fora d água, devido as dores nas articulações, dentro de uma piscina se saem muito bem devido ao baixo impacto da água. E a melhora da mecânica ventilatória faz com que o indíduo aumente sua capacidade respiratória". O professor Jacob recomenda a prática mínima de três vezes por semana ou todos o dias. "Mas de forma não exaustiva ", recomenda. "Para os idosos, é indispensável que a água da piscina seja aquecida, mesmo no verão, devendo ser utilizada preferencialmente nos períodos intermediários (final da manhã ou começo da tarde) quando a temperatura é mais amena". Ele alerta para os casos de osteoporose, cuja prevenção e tratamento depende da sobrecarga e, por isso mesmo, os exercícios aquáticos, devido ao baixo impacto, não são melhores."Essa prática poderá ser utilizada numa fase inicial, mas deverá ser substituída gradativamente". Segundo ele, a atividade física é uma força de recuperar as funções que foram perdidas, não por causa do envelhecimento mas por causa do sedentarismo, uma tese que o professor de natação Gonzalez comprova na convivência diária com seus alunos. Ele cita o exemplo de um aluno, na terceira idade, com diabétes e problemas circulatórios que o levariam a uma cirurgia: "através da natação, conseguimos liberá-lo da cirurgia, e diminuir o diabetes. E com a aeróbica, ele perdeu 10 quilos." Gonzalez lembra outros casos de alunos que, quando iniciaram a natação, andavam com auxílio de uma bengala. "Eles tinham debilidade muscular, falta de preparo físico", emfatiza. "Hoje, já conseguem caminhar sozinhos".

Fonte: www.tutubarao.com.br


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